O Modelo 22 do IRC é uma das entregas mais importantes do ano para as empresas. Antes de submeter, há pontos críticos a garantir – desde o fecho contabilístico até aos ajustes fiscais – e erros comuns que podem sair caros. Veja o que deve confirmar.
A entrega do Modelo 22 do IRC é uma das obrigações fiscais mais relevantes para as empresas com contabilidade organizada. Para muitas PMEs, é também um momento crítico para confirmar se o imposto está corretamente apurado e se não existem riscos desnecessários.
Com preparação atempada, esta entrega pode ser simples e segura.
O que é o Modelo 22 e para que serve?
O Modelo 22 é a declaração onde a empresa comunica à Autoridade Tributária o seu lucro tributável e o imposto apurado. É nela que convergem o resultado contabilístico, as correções fiscais, os benefícios aplicáveis, as tributações autónomas, as retenções na fonte e os pagamentos por conta. Em termos práticos, é o reflexo fiscal de tudo o que aconteceu durante o ano.
Quem tem de entregar?
Todas as entidades sujeitas a IRC, mesmo aquelas sem imposto a pagar. Um equívoco frequente é não entregar por “não haver lucro”. É um erro com consequências, e vale a pena não o cometer.
Qual é o prazo de entrega?
Para empresas com exercício coincidente com o ano civil, o prazo é normalmente 31 de maio – o último dia do 5.º mês seguinte ao fim do período de tributação. Se a sua empresa tem um período especial de tributação, o prazo ajusta-se em conformidade. Em caso de dúvida, confirme com o seu contabilista.
O que vale a pena verificar antes de submeter?
Antes de entregar, há um conjunto de pontos que convém ter validados:
- Fecho contabilístico concluído e consistente
- Reconciliações de clientes, fornecedores, bancos e Estado fechadas
- Ajustes fiscais corretamente identificados
- Tributações autónomas apuradas
- Benefícios fiscais revistos com suporte documental
- Retenções na fonte e pagamentos por conta devidamente refletidos
A coerência com as restantes obrigações declarativas também deve ser verificada.
Erros comuns que podem sair caros
- Entregar com base em mapas provisórios
- Omitir ajustamentos fiscais por desconhecimento
- Aplicar mal benefícios fiscais ou não guardar documentação de suporte
A isso soma-se um risco que muitas empresas subestimam: submeter à última hora, sem margem para corrigir o que não está certo.
Modelo 22 do IRC: cumprir é obrigatório, preparar é essencial
Para uma PME, o Modelo 22 não é uma mera formalidade. Preparar com antecedência é a decisão mais rentável.
Na mmconta, apoiamos a sua empresa ao longo de todo o ano com rigor técnico. Fale connosco.

